Ettore - O Regresso (The Revenant)
Keep breathing DiCaprio...
Que cinematografia maravilhosa! Eu sou suspeito para falar sobre a beleza e sobre o meu amor pela natureza norte-americana, paisagens de dar inveja, com uma coloração diferente a cada estação, pinheiros gigantescos como se fossem grandes prédios, uivados de lobos na noite sombria, montanhas absurdas que as vezes vem em formato de grandes ursos pardos, a neve, e o enigmático folclore dos índios nativo-americanos. Esse é o cenário do antigo Missouri esse é o cenário de O Regresso.
Que cinematografia maravilhosa! Eu sou suspeito para falar sobre a beleza e sobre o meu amor pela natureza norte-americana, paisagens de dar inveja, com uma coloração diferente a cada estação, pinheiros gigantescos como se fossem grandes prédios, uivados de lobos na noite sombria, montanhas absurdas que as vezes vem em formato de grandes ursos pardos, a neve, e o enigmático folclore dos índios nativo-americanos. Esse é o cenário do antigo Missouri esse é o cenário de O Regresso.
Diretor: Alejandro González Inãrritu
Elenco: Leonardo DiCaprio, Tom Hardy, Domhnall Gleeson, Will Poulter,
Brendan Fletcher, Lucas Haas, etc.
Trilha Sonora: Ryuichi Sakamoto
Spoiler Alert!
O filme é visceral, foi feito de forma brutal, filmado com a luz natural sem todo aquele aparato de iluminação e na boa, ficou lindo. Por exemplo, um take da lua e os pinheiros formando um colar, que cena, que fotografia.
A base da história permeia expedições à procura de pele e apresenta um
pouco dos confrontos com os índios norte-americanos. Algumas batalhas do filme
de algumas batalhas parecem terem sido feitas em uma tomada só, de flechada na
garganta a uma tiro no ombro e segue.
Glass (DiCaprio) é o explorador que dá o norte para a expedição, no
entanto, ele possui um filho indígena e tem um passado relacionado a alguma
tribo de onde conheceu sua esposa, que por conseguinte foi morta por oficiais.
Esse background de Glass vai sendo a faísca para começar a rusga com
Fitzgerald (Hardy)
Em um momento do filme Glass é brutalmente atacado por um Urso Pardo em
uma cena que você se pergunta como ela foi feita porque não parece CGI. Esse
ataque quebra o DiCaprio em todos os sentidos e ele começa a se tornar um
estorvo para a expedição, no entanto, os viajantes e o capitão estão dispostos
a carrega-lo pelas montanhas. Fitzgerald não! E no primeiro momento ele
consegue se livrar de Glass (Leo).
Leonardo DiCaprio tem que enfrentar as intempéries da natureza
selvagem com seu corpo debilitado para poder regressar e buscar vingança. E a
natureza está jogando sujo. Eu fiquei abobalhado ao vê-lo enfrentar a neve,
cachoeiras, perseguição indígena, fome, etc.
Lembrou-me um pouco o Naufrago. Inclusive no começo do filme eles usam
uma frase que me levou diretamente para o filme de Tom Hanks, “As long as you
can still grab a breath, you fight. You breathe...keep breathing.
Em alguns momentos você mergulha em alguns sonhos de Glass (Leo) e
alguns sonhos são assombrosos, uma cena que achei primorosa foi a da igreja
demolida no meio da floresta, um quebra-cabeça.
O desfecho do filme é digno, foram criativos e poéticos na consumação da
vingança.
Assisti no sábado passado, chovia ferozmente, e não deu outra, peguei um
teco gigante de panettone, duas latas trincando de coca-cola, o meu charuto
tradicional e sentei para analisar a obra do mais novo mestre Inãrritu. O filme
é curiosamente baseado nas aventuras do verdadeiro Hugh Glass nascido na Pensilvânia, ou seja, o
personagem de Leonardo DiCaprio existiu no período de 1783 a 1833, foi um
explorador americano e passou por quase tudo aquilo...que formidável!
A atuação de DiCaprio é sempre brilhante, focada, mergulhou de cabeça, se preocupou em aprender o dialeto indígena para conversar com seu filho no filme e esses detalhes são fantásticos. A atuação é digna de Oscar justamente pelo fato dessa procura, poeticamente falando, dessa procura incessante pelo seu lugar no hall dos grandes atores, ele negou diversos filmes interessantes, negou franquias como Star Wars e Homem-Aranha, ele não se vendeu para o mercado. Para mim ele é genial desde “This Boy’s Life”. Mas ele precisa dessa confirmação e ele merece, se esforçou, estudou, faz com amor a coisa, com garra, sangrou, gritou, chorou, o Regresso representa esse resgate, resgate da honra, do respeito e espero que o Leo consiga.
Tom Hardy me impressiona a cada filme,
desde “Bronson”, “Guerreiro”, Mad Max: Fury Road”, Batman – The Dark Knight
Rises” e em O Regresso ele está primoroso, ele é sempre muito intenso, tem um
olhar impressionante, não faz gestos parasitas, traz força e credibilidade para
as cenas. Hardy e Leo já trabalharam juntos em A Origem de Christopher Nolan.
O irlandês Domhnall Gleeson é uma grata surpresa de 2015/2016 ele é
filho de Brendan Gleeson que atuou com DiCaprio em “Gangues de Nova York”. Em O
Regresso ele interpreta o capitão da expedição e eu estou adorando suas
atuações, Ex-Machina, Star Wars the Force Awakens, Questão de Tempo, etc.
Os garotos Will Poulter e Forrest Goodluck estão sensacionais, você
consegue captar a angústia deles em diversas cenas.
Eu adoro quando um puta filme dá uma reavivada em alguns atores
curiosos, nesse filme temos a presença de Lucas Haas “A Testemunha” ele é meio
que parceiro do DiCaprio, vira e mexe estão assistindo aos jogos do Los Angeles
Lakers. E outro ator que tem uma atuação muito
interessante e que estava bem esquecido no cenário, foi Brendan Fletcher de
“Bud”, “Freddy VS. Jason”, “88 minutos”. Fez uma bela ponta em O Regresso.
A trilha sonora do japonês Ryuichi Sakamoto me deixa arrepiado só
de eu lembra-la. Sombria e penetrante a cada take embalsamado na música. Sakamoto é um gênio, desde “Black Rain”,
“Furyo”, etc. Acho que essa escolha foi de uma felicidade sem tamanho porque ele conseguiu captar a atmosfera dos mitos, das paisagens, dos enigmas, dos animais, e o lado sombrio da história dos índios norte-americanos.
Quote:
“Meu coração sangra. Mas vingança está nas mãos de Criador”.

Nenhum comentário:
Postar um comentário